botao-filie-se
Dourados - 05 de February de 2012

A Corrupção é Contagiante

Há momentos que realmente devaneio em minhas reflexões sobre a corrupção em nosso país.
Analiso que talvez não seja uma problemática social, mas, talvez, metaforicamente, um grande corpo que possui uma doença contagiosa, um vírus ou quem sabe uma bactéria, que nem lavando as mãos, tomando vacinas, remédios ou precauções ela possa ser exterminada ou morta.
É como uma ferida aberta, quando pensamos que ela irá diminuir, criar aquela casquinha para secar, fechar e desaparecer, ela reabre novamente, com muito mais força, latejando e incomodando.
Às vezes, essa doença, esse vírus ou bactéria, diminui os seus sintomas de dores, percebemos que porventura ela terá uma cura, é quando alguns órgãos mais competentes e fortes começam a lutar contra ela, fazem grandes vistorias no local machucado, inserem pequenos soldados que lutam contra todo um arsenal de armas potentes da mentira e da subordinação e, acabam por vencerem, temporariamente, a guerra de disputas de forças.
Posteriormente, numa outra fase dessa guerra, aparecem armamentos federais que escavam e encontram o cerne da infecção que adoece todo o corpo, passam por um julgamento; são condenados; porém acabam encontrarem algumas brechas no próprio judiciário médico para fugirem dos remédio potentes.
Ora se a corrupção é uma grande doença, meu país é o grande corpo e a minha cidade é um dos pequenos membros desse corpo, mas que também está adoecida. Na câmara médica tentaram realizar uma consulta neste órgão, inicialmente, uma ultrassonografia, colocaram bons profissionais para cuidarem do local machucado, entretanto, quando geralmente estamos doentes não tomamos decisões importantes sozinhos, pessoas mais experientes e influentes no assunto decidiram que nem sempre devemos confiar numa única opinião, então, trocaram a competente equipe médica e as drogas que estavam sendo colocadas neste ferimento, por outra equipe muito mais experiente e ágil. Tal equipe, em tempos anteriores, já estava cuidando desse pequeno membro, mas que deixaram chegar na situação a que se encontra hoje, totalmente tomada pela podridão.
Uma decisão como esta, pode parecer incoerente, de substituir a boa equipe médica, por uma que não cuidara corretamente deste membro, contudo não podemos simplesmente, nos preocuparmos somente com esse membro, há outros além desse, que merecem cuidados. Além do mais, o que vale verdadeiramente, não é o bom funcionamento de apenas um membro ou órgão, mas sim, o funcionamento regular ou ruim de pelo menos todo o restante do membro ou corpo.
Nem sempre, conseguimos curar totalmente a doença de uma determinada parte do nosso corpo, mas acabamos convivendo com ela, aprendemos a aceitá-la como algo que vai, pouco a pouco, tornando-se normal em nossas vidas, às vezes ela dói mais, outras até mesmo a esquecemos, mas infelizmente, temos a certeza que ela está ali e quem sabe algum dia, especialistas nesta área possam encontrar a cura, criando um bom remédio para exterminá-la de vez e, então, nos fazer enxergar que sem essa doença poderíamos ter uma qualidade de vida e assim, viver muito melhor.
Nubea Rodrigues Xavier
Professora e mestranda em educação pela UFGD.

Copyright © 2009 Simted. Todos os direitos reservados
Produzido pela Agência Lobo