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Dourados - 05 de February de 2012

Artigo: A EDUCAÇÃO EM TEMPOS HISTÓRICOS

*Roseli Azambuja, Luciane da Silva Azambuja Nogueira, Dalva Marques Machado e Vera Lúcia Kraemer

A educação no Brasil teve início em 1.550. O primeiro colégio foi fundado em Salvador, Bahia, chamado de “Colégio dos Meninos de Jesus”, tornando-se um marco inicial da Educação no Brasil, no qual os professores eram padres Jesuítas. O ensino era um privilégio da elite colonial, menos de 5% da população, índios, negros e pobres não tinham acesso à educação.
Com a promulgação da república, a educação permaneceu com as características estruturais anteriores, porém, com o êxodo rural, houve um aumento significativo do número de alunos. Famílias começaram a se deslocar para a cidade, trazendo seus filhos para as escolas públicas e, logo depois, passaram a matriculá-las em escolas privadas, que se tornaram cada vez mais caras e proibitivas às classes menos favorecidas.
Vamos dar um salto na história, de 1.550 para 1.988, mais precisamente no dia 05 de outubro, foi instaurada a Constituição, assegurando amplos direitos à população brasileira. A primeira Lei que regulamentou a educação no Brasil foi a Lei nº 4.024/1961, LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação, que durante o regime militar foi editada, tornando-se a Lei 9.394/1.996, que vigora até os dias de hoje. No decorrer dos anos muito se tem feito para melhorar a educação, recursos financeiros são repassados, mas a educação continua sendo elitista e celetista. Aquele que tem maiores condições estuda em escolas privadas e o que não tem fica a mercê da rede pública, que ainda continua retrograda e arcaica.
A educação deveria ser um direito de todos, se todos pudessem compreender o sentido real da palavra, que na verdade é compreendido por alguns como dever primário de educar na escola e não, apenas, em casa. Tal situação, deva ser vista como companheira fiel na luta por melhores condições de vida e de oportunidades, pois só a educação liberta para a vida e constrói a verdadeira cidadania.
Os governos que propõem e a escola que prima pela qualidade da educação escolar nestes tempos de provisoriedade, já marcam um novo tempo na história da educação. Além de tais ações, temos também, a participação efetiva, dos sindicatos e organização dos funcionários como grupos organizados e, que incitaram o surgimento de cursos de valorização ao profissional da educação, como é o caso do Profuncionário em nível nacional e estadual.
Precisamos acreditar em uma educação participativa, que responda pelas necessidades apresentadas por um mundo contemporâneo e tecnológico, que oportunize uma formação crítica e intelectual que visa atender a diversidade na perspectiva do acesso e inclusão às especificidades, respeitando as diferenças e garantindo o desenvolvimento das potencialidades de todos os alunos, independente do lugar que ele esteja.
*Roseli Azambuja, Luciane da Silva Azambuja Nogueira, Dalva Marques Machado, Vera Lúcia Kraemer, cursistas da turma de Gestão escolar do curso técnico Profuncionário de Dourados de 2009.

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