Dourados - 05 de February de 2012

Educação virtual e abrangente

Um computador portátil para cada aluno e professor não é realidade virtual na Escola Municipal de Ensino Fundamental Caldas Júnior, no bairro Petrópolis. As 48 caixas com 500 laptops que estão no laboratório de informática da escola provam que esta pode ser uma iniciativa possível na rede pública. Pelo menos é isso que o projeto piloto Um Computador por Aluno, do Ministério da Educação (MEC), quer provar ao incluir a Caldas Júnior entre as 300 escolas do país que vão testar a ferramenta em sala de aula.

Em 2007, o MEC selecionou Caxias entre 10 municípios do Brasil com potencial para esta experiência inovadora. O governo federal pediu à Secretaria Municipal de Educação que indicasse uma escola enquadrada em uma série de requisitos, cujos principais eram ter menos de 500 alunos e infraestrutura para receber um projeto deste nível tecnológico.

A coordenadora do programa em Caxias, Sintian Schmidt, disse que sete instituições municipais preencheram estas condições e, por isso, participaram de um sorteio que contemplou a Caldas Junior. Com 480 alunos, a escola recebeu 500 computadores, para ter uma reserva técnica, em caso de algum problema com as máquinas.

Os professores precisam passar por treinamento antes de disponibilizar os laptops aos alunos. A formação é coordenada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em parceria com profissionais da Universidade de Caxias do Sul (UCS). Por dois anos, estas instituições vão monitorar o desempenho da escola a partir da inserção digital. Com a entrega dos computadores no sábado, a ansiedade dos alunos se intensificou e as dúvidas também. Desta vez, elas não são sobre conteúdos de aula.

- Eles não param de perguntar quando é que vão receber os computadores - destaca a diretora, Nora Torelly Costamilan.

A conclusão da instrução dos professores está prevista para o final do semestre, mas o que está travando o início das aulas informatizadas é a falta da aparelhagem para a rede de internet. Por enquanto, os alunos ficam imaginando como será esta nova realidade.

Um grande desafio - Nora Costamilan também era diretora da Caldas Júnior quando foi inaugurado o laboratório de informática da escola. O espaço tem 17 computadores ativos para atender a 480 alunos. Em média, um aluno visita o laboratório a cada 15 dias e precisa dividir a máquina com um colega.

Em um primeiro momento, a principal mudança vislumbrada pelos alunos com a chegada do laptop, é de que ele é mais um item entre os materiais escolares.

- Vou ter menos peso na mochila, não vamos precisar carregar tantos cadernos - espera a estudante da 8ª série, Shanna Moré Carniel, 14 anos, por conta do editor de texto eletrônico.

Para outra aluna da 8ª, Amanda Cristina Peruchin, 14, os computadores representam a possibilidade de pesquisar conteúdos com maior facilidade.

babiana.mugnol@pioneiro.com

BABIANA MUGNOL

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