Um computador portátil para cada aluno e professor não é realidade virtual na Escola Municipal de Ensino Fundamental Caldas Júnior, em Caxias do Sul. As 48 caixas com 500 notebooks que estão no laboratório de informática da escola indicam que esta pode ser uma iniciativa possível na rede pública.
Pelo menos é isso que o projeto-piloto Um Computador por Aluno, do Ministério da Educação (MEC), quer provar ao incluir a Caldas Júnior entre as 300 escolas do país que vão testar a equipamento em sala de aula.
Os professores ainda precisarão passar por treinamento antes de disponibilizarem os notebooks para os 480 alunos da escola. Com a entrega dos computadores, no sábado, a ansiedade dos alunos se intensificou, e as dúvidas também. Desta vez, elas não são sobre conteúdos de aula.
- Eles não param de perguntar quando vão receber os computadores - afirma a diretora, Nora Torelly Costamilan.
A conclusão do treinamento dos professores está prevista para o final do semestre, mas o que está travando o início das aulas informatizadas é a falta da aparelhagem para a rede de internet. O MEC não deu nenhuma previsão de quando fará a instalação.
Nora também era diretora da Caldas Júnior quando foi inaugurado o laboratório de informática da escola:
- Há 20 anos, isso era uma novidade, mas já havia a necessidade de trabalhar a tecnologia com os alunos. Jamais imaginei que um dia poderíamos ter um computador por aluno, ainda mais em escola pública.
O atual laboratório tem 17 computadores. Em média, um aluno visita o laboratório a cada 15 dias e ainda precisa dividir a máquina com o colega. A principal mudança vislumbrada pelos alunos com a chegada dos notebooks é que o computador é mais um item entre os materiais escolares.
- Vou ter menos peso na mochila, não vamos precisar carregar tantos cadernos - espera a aluna da 8ª série, Shanna Moré Carniel, 14 anos, por conta do editor de texto eletrônico.
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BABIANA MUGNOL | Caxias do Sul