Para Regina de Assis, secretária de Educação do Rio entre 1993 e 1996, os números do Inep mostram que a evasão caiu, mas ainda é alta, especialmente no Norte e no Nordeste.
Ela destaca o fato de Rio e Rio Grande do Sul terem altas taxas, destoando do restante do Sul e Sudeste.
Segundo Regina, os dados do Inep, embora defasados, indicam que é preciso conhecer melhor os contextos educacionais.
Ela frisa que muitas cidades ainda não têm condições de municipalizar o ensino fundamental, que fica tutelado pelo estado: - A evasão é produto do baixo investimento na formação de professores de pedagogia; da improvisação de gestores e de sua consequente incapacidade para criar políticas públicas sem interferência partidária. Enfrentar a evasão é dever do Estado e da sociedade organizada.
Pesquisador de financiamento educacional, Nicholas Davies, da UFF, destaca ainda o papel não só de ações como melhoria salarial dos professores e assistência social nas escolas, mas também da melhor aplicação das verbas: - Muitos recursos não vão para as atividades-fim, as escolas, mas para a burocracia das atividadesmeio.
Além disso, muitos governos estaduais e municipais completam irregularmente, com o ganho do Fundeb, o mínimo obrigatório de 25% da arrecadação para educação.