Para Simted, decisão de Desembargador só traz prejuízos para a Educação
A diretoria do Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação – Simted de Dourados, lamentou a decisão do desembargador Claudionor Miguel Abss Duarte, em anular a decisão liminar que garantia aos professores da Rede Estadual de Ensino, o período de 1/3 da jornada de trabalho para hora-aula atividade.
Na tarde de segunda-feira (17), Duarte havia dado parecer favorável à Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), em relação ao processo, mas voltou atrás na quarta-feira (18), alegando que o fato acarretaria prejuízo ao Estado.
Mas, para o presidente do sindicato, José Carlos Brumatti, a decisão de revogar a medida imposta dois dias antes continuará acarretando os mesmos problemas já existentes, com o Estado tendo muitas despesas com problemas de saúde dos professores, além de não colaborar para a melhoria na qualidade de ensino.
“Com menos tempo para o preparo das aulas, os professores tendem ao desgaste físico e psicológico, aumentando as despesas do Estado, com licença médica e contratação de novos profissionais. Além da qualidade do ensino, que fica comprometida toda vez que há a necessidade de se contratar um professor substituto, por que ocorre a rotatividade de professores”, disse.
Na decisão tomada pelo desembargador, ele argumentou que com a Lei que garante 1/3 de horas-aula atividade, o governo teria que contratar aproximadamente 4 mil novos professores. Porém, a Fetems contesta os números e defende que seriam em torno de 1,5 mil.
Brumatti sugere que, caso não haja um resultado positivo para a categoria dentro dos próximos dias, uma mobilização dos profissionais deve ser organizada no Estado todo, inclusive envolvendo as redes municipais que na maioria dos municípios ainda não implantou o que trata a lei. “Podemos aguardar o início do ano letivo e se nenhuma decisão for tomada, eu acredito que uma mobilização seria interessante para que os governantes possam se atentar à nossa situação”, afirmou.