A atual gestão entende que nós, trabalhadores/as em educação, temos
sido vítimas do descaso dos governantes, no momento em que somos
responsabilizados/as pela baixa qualidade da educação pública
brasileira. No entanto, estes/as mesmos/as trabalhadores/as têm
elaborado, com o envolvimento da base, um plano nacional de educação.
Além
de um plano nacional há um plano estadual de educação discutido e
elaborado com a participação de pais, alunas/os e trabalhadoras/es em
educação, através de uma constituinte escolar. No entanto,
inconcebivelmente, investimentos foram cortados inviabilizando os
planos, rasgando e jogando no lixo o trabalho e o empenho da base,
abortando o desejo, o anseio, as idéias e as aspirações de milhares e
milhares de crianças, de jovens e de adultos de terem na educação a
esperança de uma vida digna para si e para os seus.
Não se
pode mais permitir que a educação seja apenas prioridade nos discursos
políticos no município, no estado e no país. É preciso exigir que a
educação seja realidade, que a educação seja instrumento de construção
de dignidade para todos e para todas.
Entendemos que nós, trabalhadoras/es, podemos questionar e sermos questionados/as, pois somos sujeitos no processo de construção social. Devemos expor nossas idéias e convicções.Tal postura é de relevante importância para o fortalecimento da democracia e para a busca da transformação da sociedade em que somos parcela crítica.
O SIMTED, sindicato
classista, autônomo e democrático, esteve sempre em defesa da classe
trabalhadora, não visando somente salário, mas também melhores
condições de trabalho, de qualidade de vida, lutando junto a outras
categorias organizadas de trabalhadores/as, pela construção de uma
sociedade mais justa, solidária e com igualdade de direitos. Este
sindicato sempre esteve presente nas lutas sociais; na luta pela
igualdade de gênero; contra todas as formas de discriminação - racial,
étnica, sexual; na luta pelo fim do desemprego, da precarização das
relações de trabalho, da exploração do trabalho infantil e contra todo
e qualquer tipo de corrupção.
Valorizamos, e muito, os/as companheiros/as que criaram esta entidade com bases sólidas, resistindo às críticas, superando perseguições e marchando adiante, com a consciência de que um movimento reivindicatório não é feito apenas de vitórias, mas que está sujeito a avanços e recuos, a fluxos e refluxos, sem jamais desistir de lutar pela transformação social e pela valorização dos/as profissionais da educação.